Carne vermelha não é vilã da dieta
Hoje em dias as pessoas estão se conscientizando que para ter qualidade de vida e conquistar um corpo em forma e com saúde é preciso cuidar da alimentação. Mas para isso não é preciso deixar de desfrutar os prazeres da mesa, como ir a churrascarias e saborear deliciosas carnes macias e suculentas
A carne não é tão vilã como todos pensam.
Controlando a quantidade e escolhendo o tipo mais saudável, além de não prejudicar sua saúde, você ainda obtém nutrientes essenciais ao seu organismo, afinal a carne faz parte sim de uma alimentação equilibrada.
Carne Vermelha
A carne vermelha foi excluída do cardápio de muita gente devido a gordura saturada e ao colesterol. Realmente ela possui gordura saturada que em excesso está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, obesidade e até diabetes. Mas dependendo do tipo de corte e se consumida com moderação, ela não é prejudicial. A Pirâmide Alimentar brasileira recomenda o consumo de uma porção de carne por dia, o que pode corresponder a um bife médio ou 5 colheres (sopa) de carne moída refogada por dia. Não podemos deixar de mencionar que a carne vermelha é o alimento que mais contém ferro, vitaminas do complexo B, zinco, magnésio, sódio, potássio e outros nutrientes, além de ser fonte de proteína de alto valor biológico.
O ferro presente nas carnes é melhor absorvido pelo organismo do que o ferro encontrado em alimentos de origem vegetal. Se o consumo de carne vermelha for moderado e principalmente em equilíbrio com demais tipos de alimentos, não vai interferir para uma alimentação saudável.
Veja a informação nutricional de alguns cortes bovinos em 100 gramas:
Carne branca
A carne branca geralmente tem menos quantidade de gordura saturada e colesterol, por isso, indica-se um consumo maior deste tipo de carne, do que da carne vermelha. A digestibilidade pode ser melhor também para algumas pessoas. Porém o teor de ferro é menor, comparado à carne vermelha.
Os peixes são excelentes fontes de ácidos graxos insaturados, são gorduras do tipo monoinsaturada e poliinsaturada, que contribuem para o aumento do HDL-colesterol e a diminuição do LDL-colesterol. Alguns deles são ricos em ácidos graxos ômega 3, que previnem o aparecimento de doenças cardiovasculares entre outras funções.
Carne de porco
A carne suína apresenta composição nutricional bem semelhante à carne vermelha, porém o teor de lipídeos é bem superior, a não ser o lombo, que é a parte mais magra do porco. O consumo de carne suína também deve ser feito com moderação.
Dicas
Na hora de escolher o tipo de carne, opte pelos cortes mais magros: filé mignon, lagarto, patinho, alcatra, maminha, coxão duro, etc. Deixe a picanha, contra-filé e carnes mais gordurosas para consumir esporadicamente.
Na compra, peça ao açougueiro para retirar a gordura aparente das carnes.
Depois de pronta se ainda tiver alguma gordura ou pele aparente, retire.
Prepare as carnes sempre assadas, grelhadas ou refogadas. Evite frituras
Uma empresa brasileira já lançou no mercado 15 cortes in natura embalados a vácuo, provenientes de gado criado em currais diferenciados, onde o pasto é adubado organicamente. Além dos cortes, há também hambúrguer de carne orgânica.
A carne tem propriedades interessantes e essenciais à saúde, por isso deve fazer parte de uma alimentação balanceada, mas não esqueça, com moderação!
Ivanice santos